domingo, 9 de abril de 2017

MUITAS POSSIBILIDADES....MAS SEM RECEITAS PRONTAS

A vida boa sempre foi uma discussão em Filosofia. Desde a época de filósofos como Sócrates e Platão havia o desejo de felicidade que  era conhecida pela palavra eudaimonia.
Na visão socrática e platônica a boa vida exigia uma reflexão e uma análise profunda sobre a Vida e seus fundamentos. Assim , por exemplo para sermos felizes teríamos que entender o que queremos dizer com o conceito de felicidade. Se queremos ter amigos sinceros, o que seria a amizade... e  em sequência os conceitos de Amor, Verdade, Igualdade, Justiça, seguiriam o mesmo processo de exame.
Dessa forma deveriam existir critérios que pudessem ser elencados, de maneira que eu conseguiria perceber particularidades comuns entre os conceitos e assim eleger o que de fato significariam eles.
Poderiamos eleger como critério de amizade, o fato de alguém ter omitido uma informação a respeito de um comportamento  nosso, comportamento esse imoral, como por exemplo ter inventado uma mentira a fim de almejar algum benefício. Mas esse pretenso amigo, fazer vista grossa a um erro seu, não estaria a longo prazo impedindo uma formação ética mais consistente da sua personalidade? Teria sido, ele de fato amigo?

No amor, poderíamos exemplificar  a atitude de um pai, que por cuidado não permite ao filho se divertir, sair com amigos, conhecer coisas novas..... Seria esse um critério para definir amor, ou ao invés disso o que vemos aqui é um excesso de proteção que a longo prazo, irá podar estruturas individuais de seu filho importantes para a vida em sociedade?
No quesito Verdade podemos supor que essa seria uma concepção ligada ao conceito cristão, e que portanto a única verdade é aquela dada por Deus, que tem essas premissas escritas na Bíblia. Mas nem todos são cristãos, nem todos entendem a Bíblia como sendo um livro de verdades eternas.
Assim, vamos percebendo que as coisas não são tão simples como aparentemente possam parecer, e seria preciso uma outra maneira de perceber a validade dos conceitos.
Platão e Sócrates  sugerem que em tudo que vivemos existem essências, ou seja particularidades  que definem o que algo é. 
No entanto essas essências só poderiam ser percebidas pelo uso da Razão, pelo pensamento, pela abstração. Visualizamos assim a Teoria das Ideias de Platão, onde haveria um mundo das essências. Nesse mundo vemos as coisas como cópias imperfeitas. Temos um cavalo, sabemos como é, mas vemos na verdade uma cópia desse cavalo. A idéia de cavalo, sua essência perfeita está em uma região acessível apenas pelo pensamento, o Mundo das Ideias.
Assim seria também com os conceitos Amor, Verdade, Beleza, Justiça e outros. As suas essências estão no mundo das Formas Perfeitas.
Platão e Sócrates vão além. Dizem que nós já tivemos acesso a esse lugar, no entanto nos esquecemos. A a alma antes de vir para o corpo habitou nas Essências e as contemplou. Tem dentro de sua mente, sua alma, as imagens ali guardadas apenas como reminiscências.
A missão do filósofo seria exatamente trazer novamente para a realidade o que está dentro do individuo. E Sócrates fazia isso muito bem quando, duvidava e indagava as pessoas nas ruas de Atenas. 

A DESORDEM MUNDIAL

Como todo brasileiro tenho acompanhado e vivido intensamente todo esse turbilhão de tendências e mudanças ocorridas no Brasil nesses últimos três anos. Vivenciamos a eleição de Dilma Rouseff já antecipando que teríamos tempos difíceis. Ninguem precisaria ser vidente para entender que o governo petista sofreria forte  oposição, primeiro por parte do empresariado, depois de políticos e pensadores neoliberais, além de uma classe média que se importa muito mais em consumir do que propriamente com a formação de uma sociedade mais justa.
Não podemos negar também que toda essa desestabilização ocorrida no país, tanto na economia como no mundo político teve a participação de agentes externos, o que nos leva invariavelmente aos Estados Unidos. Isso não tem nada a ver com "teorias da conspiração" São fatos comprovados, que o cientista político brasileiro, talvez um dos mais importantes, Luis Alberto Muniz Bandeira, traça em seu livro Desordem Mundial.
Com farta documentação e pesquisa Muniz Bandeira constata algo que todos nós de certo já desconfiávamos: Os Estados Unidos com sua máquina ideológica desestabiliza Países, economias, a fim de manter seu poderio militar, financeiro e ideológico. É o espectro da dominação global.
Não estão  muito longe os acontecimentos da Primavera Árabe, iniciadas primeiramente na Tunísia e que se alastraram pelo mundo árabe. Fruto de contradições socioeconômicas profundas, os acontecimentos teriam sido também , influenciados e financiados pelos Eua, , em funçaõ da posição estratégica de muitos países árabes e principalmente por questões ligadas estritamente ao petróleo. 
Podemos citar como pano de fundo um livro do intelectual americano Gene Sharp Da ditadura a democracisa, onde são traçados métodos de protestos não violentos que teriam por base desestabilizar governos, oferecendo caos e confusão, situações propícias para que então oposições financiadas, conseguissem promover mudanças com o beneplácito da população.
Assim estamos diante de grandes desafios: Como contrapor, através de uma resistência possível novas maneiras de se pensar um País, uma sociedade, quando o mundo está sendo dominado pela ditadura do capital? Como poderemos nos organizar em face de tão poderoso inimigo?

domingo, 2 de abril de 2017

O PERU DA CEIA

Há alguns anos me deparei com um autor, até antes desconhecido. Trata-se de Nassim Taleb, um libanês, escritor e que tem como profissão arriscar dinheiro na Bolsa de Valores. Ficou milionário com isso, e com o fato de que teria previsto a grande crise americana de 2008.
Dentre seus livros mais famosos estão a Lógica do Cisne Negro e Antifrágil. O primeiro nos ensina que a maioria das pessoas vive na mediocridade, e que o poucos são aqueles que conseguem estar acima da média, onde realmente acontecem as coisas importantes. E  apesar de que existem estudiosos que tentam de todas as maneiras seja através da Matemática , ou mesmo de outros que acabam por embarcar do misticismo, ainda assim todas essas tentativas são em vão, porque acontecimentos fora da média, acontecimentos extraordinários ocorrem aleatoriamente e não temos na atualidade condições de prevê-los. A esses acontecimentos Nassim Taleb coloca o nome de Cisnes Negros. UM exemplo de Cisne Negros recente teria sido os atentados das Torres Gêmeas.
Seu outro livro Antifrágil talvez possa ser visto como um complemento ao anterior, nos mostrando que apesar de os Cisnes Negros serem eventos que não podem ser previstos, é possível pelo menos se preparar para eles.
E esse preparo exige uma qualidade raríssima e pouco compreendida, muitas vezes confundida com outras. Chama se antifragilidade. Esse é um conceito que se confunde com resiliência, mas apesar de parecidos não são iguais, visto que a resiliência é a capacidade de um organismo em resistir a fortes impactos, sem no entanto se quebrar, permanecendo intacto. No entanto, apesar de uma qualidade positiva a resiliência não consegue aprender com o ocorrido e atualizar-se. É o que acontece com a antifragilidade, que além de resistir aos impactos dos acontecimentos, ainda se atualiza, aprende com a situação e em um próximo confronto terá uma vantagem estratégica.
Um exemplo bastante prático de antifragilidade seria nosso sistema imunológico que ao ser atacado , consegue aprender com a situação, guarda na memória biológica o que lhe adveio, e em uma próxima aproximação com virus e bactérias, terá uma resposta muito mais positiva.
Lendo Taleb me descobri frágil, que é o contrário da antifragilidade. Por ter apenas uma profissão, professor,  apenas uma renda estou a mercê de toda a aleatoriedade e instabilidade da economia brasileira. Estou me sentindo como aquele peru,( que Taleb usa como exemplo) que todos os dias recebe do dono da granja sua ração diária. Assim passam se os dias e o peru, tem certeza de que seu dono sempre irá alimentá-lo. E assim acontece até o dia 24 de dezembro. Naquele dia, para o peru nada é novo. Da mesma maneira sua expectativa é de que, a qualquer momento seu amigo venha alimentá-lo. Mas não é isso o que irá ocorrer. Naquele fatídico dia 24, o peru será a refeição. 
A diferença é que a leitura de Taleb, me fez perceber que sou a próxima vítima antes da ceia de Natal, mas me parece que isso me ajuda pouco, pois não consigo encontrar uma solução para o atual momento em que estou vivendo em minha carreira e vida econômica.

SOBREVIVENDO

Já me questionei por diversas vezes, se de fato em algum momento eu tive uma experiência verdadeira de estar vivo, não no sentido biológico, mas de realmente aproveitar o que a Vida nos oferece enquanto vivências verdadeiras, que brotam do fundo de nossa alma, e não simplesmente uma reação a estímulos consumistas, a modelos de vida que nos são impostos pela sociedade.
Por inúmeras vezes enxergo a vida do cidadão comum no Brasil, como aquela vida dos servos da Idade Média, cujo maior prazer eram as festas religiosas, onde poderia quem sabe, dançar, conhecer mais pessoas interagir , enfim sentir- se alguém por alguns momentos.
Aqui no meu bairro Parque São Bento em Sorocaba SP. a maior diversão das pessoas é ir ao culto aos domingos. Porque na Igreja se apresentam peças teatrais,  danças, coreografias, exibições diversas, além das festas por diferentes motivos.
É claro que tudo pelo viés religioso, 
Talvez o mais acessível economicamente seja o cinema, onde consigo ir algumas vezes durante o mês. Ou seja, um professor formado, concursado, com inúmeros cursos de atualização que está a dezoito anos na rede pública, consegue apenas ir ao cinema com o salário que recebe. Desanimador Isso é muito entediante, porque a gente fica impregnado com uma visão de mundo tão pequena, e que apesar de tantos livros que se lê, e que nos dão a dimensão do que é o mundo, as diversas culturas e riqueza dessa Cultura, temos quase sempre a visão apenas de uma : A visão cristã.
Isso está se tornando comum no País, onde em cada esquina existe uma denominação religiosa, e onde de acordo com muitas pesquisas em alguns anos seremos não mais uma nação de católicos mas de evangélicos.
O mais inquietante disso é que o Estado que deveria ser laico, está também sendo invadido pela religião, haja visto a bancada evangélica que domina amplos setores no Congresso, fazendo cultos evangélicos em secretarias e departamentos do Governo, além da concessão de inúmeras redes de televisão e rádio para que os pastores possam doutrinar seus membros.
Sou cristão, mas não concordo com essa homogenização da sociedade. Acredito no poder do Cristianismo, mas também na cultura clássica, secular, na filosofia, nas Artes, na Música também como poderes transformadores das atitudes humanas.
Me sinto angustiado em ter que partilhar valores que não são os meus valores, embora os respeite e acredite que muitos deles ainda são importantes dentro de nossa Cultura.
Prefiro eleger a Ética e a Filosofia como norteadores do agir humano em sociedade, deixando para a Igreja, dentro do seu contexto a criação de regras morais de conduta.
Me sinto sobrevivendo, dentro de um sistema engessado pela religião, que quer impor verdades, que exige comportamentos, que prioriza controlar ações , e até mesmo ideias.
Vivemos momentos tristes na atualidade, momentos de pobreza intelectual moral e ética.

sábado, 18 de março de 2017

ANTIFRÁGIL

Um dos temas mais comentados na mídia recentemente é o conceito de resiliência. É uma ideia retirada da Física, pois está relacionada a  como alguns corpos resistem a adversidades sem no entanto perder suas propriedades. 
Trazendo para a psiquê humana, podemos dizer que resiliência é a capacidade que todo ser humano tem de conseguir superar grandes adversidades, e assim mesmo se manter firmes . 
Assim somos ensinados e orientados a resistir, a criar em nós mecanismos que fortalecem nosso sistema mental de maneira a nos tornarmos capazes de enfrentar os problemas e as crises. Usam com frequência a frase do filósofo Nietzsche " O que não me mata, me torna mais forte"
De outro lado temos a noção de frágil, como por exemplo um vaso de porcelana, onde qualquer vento, ou um toque desproporcional, fará com que o mesmo venha ao chão e se quebre em muitos pedaços.
Assim, qual seria o contrário de frágil? Alguns poderiam argumentar: Robusto, resiliente.
Para Nassim Taleb escritor libanês que ficou milionário investindo em ações na Bolsa e que atualmente trabalha como operador de mercados, a história não é bem essa.
Para esse autor, o contrário de frágil não seria robusto ou resiliente, pois apesar de entender que esses sistemas demonstram resistência em relação a danos a aleatoriedade e a volatilidade. são sistemas que não se atualizam, não melhoram com as crises. Simplesmente resistem.
A definição para aquilo que é capaz de superar-se, desenvolver-se e aprender com as dificuldades é a antifragilidade, o antifrágil.
Taleb cita exemplos de antifragilidade como o sistema imunológico. Sabemos que ao ser atacado o corpo humano recruta milhões de anticorpos que tem a função de defesa contra os agentes infecciosos. Nesse combate muitos anticorpos morrem, mas acontece algo surpreendente. Aqueles que sobrevivem conseguem aprender com o vírus e a bactéria e aprimoram as respostas de todo o sistema. Em uma próxima invasão a memória  celular apreendida , conseguirá dar respostas muito mais positivas.
Podemos citar também como sistema antifrágil a seleção natural, a lei da Evolução na Natureza. Por tentativa e erro, a seleção natural vai ajustando os organismo e aprendendo as melhores formas de se gerar e perpetuar a Vida
Sistemas de aviação são também antifrágil, porque cada vez que um avião cai , melhoram-se os processos e os vôos vão ficando cada vez mais seguros.
Para o escritor nossa sociedade é frágil e continua a investir nessa fragilidade tentando investigar e planejar tudo, como se fosse possível compreender a aleatoriedade e a volatilidade. Na visão do autor isso não é possível e o máximo que podemos fazer é tentar criar mecanismos tanto na nossa sociedade como individualmente que atualizem forças e provoquem mudanças positivas a cada encontro com a adversidade e acaso.

Assim, a grande vantagem não é ser somente resiliente, ou robusto, mas sim ser antifrágil, e reverter as adversidades a nosso favor!

VIVENDO DE ACASOS!

Não sei se vocês sentem o mesmo, mas por diversas vezes "algo dentro de mim intui" que nem tudo é do jeito que acreditamos. 
Falando de outra maneira, apesar de percebermos que nosso ambiente é organizado, tem certa ordem, que vivemos em sociedade, vamos a escola, aprendemos a ser racionais, a 
planejar  oque queremos fazer, ainda assim há momentos em que parece que a equação não fecha.
A maioria dos seres humanos acredita em um mundo DETERMINISTA e isso fica claro quando pesquisamos e as pesquisas nos informam que mais de  2 bilhões  creem em um Deus que comanda o Universo, além de 1,6 milhões de muçulmanos e 99 milhões de indianos com suas crenças diferentes mas também deterministas.
Mas eu não me refiro a forças espirituais a deuses comandando nosso mundo ou ao destino. Prefiro dizer que seria o ACASO. Mas um acaso que tem leis próprias, e bem consistentes e que de certa forma rearranja as situações de modo a criar os eventos e fatos desse mundo.
Alguns poderiam ponderar que então nesse caso, eu apenas mudei o nome daquilo que acredito , que não sendo um Deus, ou o destino seria o ACASO e que para as situações e eventos aconteceram por força e obra desse acaso, essa mesma força teria que ter os mesmos poderes que o Deus cristão.
Talvez seja esse o argumento bastante utilizado por muitos no que tange a questão da criação do nosso mundo. Para os cientistas , foi assim que aconteceu a formação do Universo e a Vida. ACASO.  Seria como colocar açúcar, ovo, farinha, leite, fermento dentro de um recipiente, colocar no porta-malas do carro,, sair dar uma volta e quando abrirmos a porta, o bolo terá se formado?
No entanto ,podemos observar que a própria formação da Vida, segue regras ditadas pela Natureza. São regras de tentativa e erro. Uma das regras mais conhecidas é a SELEÇÃO NATURAL. Por essa lei entendemos que a Natureza faz seus ensaios e diante de tentativas e erros vai equilibrando o que dá certo e descartando o que dá errado, chegando a determinado momento em que  consiga sua melhor performance, até que dada situações de ambiente e adversidades, recomecem todo o processo.
É claro que existem evidências bem documentadas da atuação da SELEÇÃO NATURAL  o que a torna uma teoria cientifica consolidada, e portanto possível de ser usada como argumento em prol de ideias como a formação da vida por tentativa e erro, por melhorias constantes até  o seu melhor modelo.
O mesmo não podemos dizer da ideia determinista de Deus, ou do destino ,criando a realidade. Nessa posição o que nos resta é a Fé, a crença de que aconteceu de acordo como os registros nos livros sagrados de cada religião afirma. Acredito que a melhor maneira de se conviver com essas dualidades é manter um pensamento por hipóteses, não ideias dogmáticas, deixando em aberto o que seria o CONHECIMENTO DO QUE REALMENTE OCORRE. 



HÁ DE SE CUIDAR DO BROTO!

" Há de se cuidar do broto, pra que a vida, nos dê flor e fruto" Esse é um trecho de uma das músicas mais lindas, muito executadas na década de 80.
Vivíamos um momento importante no País onde uma ditadura de mais de 20 anos , havia deformado a vida política e social da Nação. Estava na hora de mudar, de virar a página e a sociedade civil, alinhada com políticos de uma índole menos primitiva  e predadora que a atual, buscava novas respostas e soluções. 
Não conseguimos as eleições diretas, inclusive o movimento das Diretas já fracassou na prática, embora tenha levado milhões as ruas. 
 E assim tivemos que suportar Sarney e Collor antes de, movidos pelo sonho e esperança, vottarmos em um Presidente que realmente representava os anseios do povo, visto ele, ser do povo. 
Era assim que a maioria de nós pensávamos e foi com muita tristeza perceber que depois de quase 15 anos de governo petista, nossos sonhos foram estraçalhados.
Houve algumas mudanças, o salário mínimo cresceu, pessoas abaixo da linha de pobreza conseguiram entrar no mercado de consumo, as políticas afirmativas cresceram, foram criados programas sociais que beneficiaram famílias pobres, na educação muitos estudantes foram beneficiados com a criação do FIES E DO PROUNI. Iniciou-se o projeto da Transposição do São Francisco, para levar água para as famílias de regiões da seca. Também não podemos deixar de lembrar que nos anos onde LULA governou, favorecido por um ambiente econômico internacional tranquilo, a inflação subiu pouco, o País cresceu, embora timidamente.
No entanto as grandes questões do País permaneceram intocáveis. Reformas importantes como a política, a Fiscal e da Previdência foram empurradas com a barriga. A Infraestrutura do País em relação a portos, estradas, ferrovias e hidrovias pouco se desenvolveu. A economia , apesar de apresentar um equilíbrio permanecia com os mesmos vícios com juros altíssimos, gasto excessivo do governo, impostos demais, enfim velhos problemas que foram pouco "tocados" na administração petista.
O dragão da inflação fora domado, já na época do Plano Real, mas um outro monstro muito mais cruel estava surgindo e mostrando suas garras: A CORRUPÇAO.
Hoje, percebemos que assim como Milton Nascimento cantava nos anos 80, deixamos de cuidar do BROTO. E esse broto simboliza a tênue democracia em que fomos inseridos naquele meio de década. 
Churchil primeiro ministro inglês dizia que " a democracia é um dos piores regimes  de governo, excetuando-se todos os outros. " Ou seja, é o que temos de menos mal, o mal menor, e por isso precisamos cuidar desse broto, dessa democracia frágil, porque há regimes piores. O que se percebe é que a sociedade como um todo participa muito pouco e que nos tornamos individualistas, cada um por si. De outro lado, entende-se a desilusão do povo, deixando de votar e inclusive não participando por perceber que essa participação é pouco eficiente. Mesmo entendendo que esses comportamentos são totalmente aceitáveis e previsíveis, precisamos insistir, renovar nossas forças e continuar tentando insistindo porque um dia chegamos lá!