sexta-feira, 13 de novembro de 2015

OUTRAS FORMAS DE SER







Algumas pessoas se levam muito a sério. Sabe aquele tipo que se "acha a última Coco-cola do deserto"? Pois é. Vivemos em um mundo assim, repleto de desigualdades, preconceitos e  conflitos.

Esses desacertos são gerados , na grande maioria das vezes pela nossa ignorância. Sim, porque a maioria  é ignorante. Como assim? Você está me xingando?
É claro que não, afinal a palavra ignorante não denota uma ofensa, pois ser ignorante é simplesmente não ter conhecimento sobre alguns assuntos.

Vejamos: Quantos idiomas a maioria das pessoas falam fluentemente? (na verdade a maioria, mal fala o Português corretamente..) Quantas outras linguagens nós dominamos? Eu me refiro a linguagem musical, de libras, de cifras......  Quantas disciplinas do saber você conhece suficientemente? Conhece os fundamentos da Química, Biologia, Física? Em que culturas você é versado? Conhece os costumes dos povos asiáticos, seus mitos.... conhece a maneira de pensar das tribos amazônicas? 
Por esses simples exemplos já dá para perceber que sabemos muito pouco, e esse pouco que sabemos ainda é descontextualizado em relação ao espaço social que ocupamos.
Não me surpreende então que tenhamos tantos conflitos, tantos desacertos. Só enxergamos um fiozinho de realidade.
Mas alguns se acham mais do que outros, por sua posição social, por seu dinheiro, pelo pouco conhecimento que detêm.
Pouco somos..... na maioria das vezes estamos e deveríamos ter humildade em perceber e tomar atitudes que se conectem com um todo maior.
Demócrito filósofo grego acreditava na teoria atômica.Dizia ele que todos nós somos feitos de minusculas partículas, os átomos. Vejam: ele teorizou isso sem ter , na época nenhum instrumento ou nenhuma maneira prática de provar. Apenas supôs, inferiu.... e que pensamento genial que ele teve, o que depois foi confirmado pela ciência.
Somos um emaranhado de átomos, que em determinado momento se dissiparão e e se transformarão  em outras vidas.  Talvez uma estrela, uma flor, uma gaivota, uma pedra.... depende do nível de evolução que conseguimos alcançar em nosso caminho existencial

quinta-feira, 5 de novembro de 2015


Gênesis é o primeiro livro da Bíblia e nele estão contidos os registros sobre a criação do mundo na visão judaico- cristã, assim como os primeiros passos da humanidade na Terra.

No relato das  Escrituras, foi Deus que ao verbalizar seu pensamento, deu início a tudo, antes sem forma e vazio.
Foi preciso a atuação de uma força divina para colocar ordem no caos. E Disse Deus: Haja luz e houve luz.
Nos primeiros dias da criação, vemos Deus organizando o mundo físico, e no sexto dia faz sua obra mais perfeita: O Homem.
Para os cristãos ,está claro que tudo o que a Bíblia descreve é absolutamente real e verdadeiro; E  vão além , como o próprio texto bíblico ensina: E viu Deus que tudo que havia criado era bom.

A filosofia grega nos tempos de Aristóteles também partilhava  dessa idéia de perfeição do kosmos ,  embora sua idéia de Criador fosse totalmente diversa da judaico cristã. Mas Aristóteles acreditava num cosmos  organizado, como se tudo encaixasse dentro de um plano , e tudo  tinha um fim, um objetivo.
E por séculos, os filósofos também  acreditando em Deus pensavam, que a órbita das estrelas, o mundo como um todo fosse organizado por um grande Arquiteto, um relojoeiro que havia feito o mundo de forma perfeita .
Mas  certezas foram caindo pouco a pouco. Primeiramente a idéia de que a Terra era o centro do Universo ruiu quando Copérnico provou que era a Terra que girava em torno do sol sendo apenas  ela mais um planeta.
Depois disso veio Darwin e  comprovou através da Evolução que á vida é produto de uma série de fatores , de variáveis ,de mutações, e que a seleção natural era o grande motor das espécies.
Finalmente Freud reposicionou  o homem não como a coroa da criação, mas produto da cultura e  possuidor de instintos e desejos que precisavam ser reprimidos para o bem da civilização.

A filosofia de Kant ensina que não há certezas,  tudo depende da subjetividade, de como vemos o mundo.
Enfim, parece que tudo ruiu. Apesar de sabermos que a Vida como a conhecemos é produto de  uma série de interações e medidas corretas, que se não existissem não haveria condições de sobrevivência no Planeta, ao mesmo  tempo também percebemos que a criação tem muita aleatoriedade, que a Natureza  muitas vezes é conflitante. Seria ela, imperfeita?

Esse é o tema do livro do físico brasileiro Marcelo Glaiser. O título criação imperfeita sugere que vivemos num mundo de imperfeições, e que talvez  contrário ao que muitos imaginam essas imperfeições seriam a maneira de Deus assinar a sua obra perfeita. Contraditório. Sim,mas a vida é cheia de contradições!

domingo, 1 de novembro de 2015

TECNOLOGIA COM CIDADANIA



Vivemos uma intensa experiência tecnológica, e o mundo atual mudou profundamente em relação ao tempo de nossos pais. Naquela época  talvez a uns 100 anos , nem  televisão ainda  tínhamos.
Mas  certamente usava-se mais  capacidades do que na atualidade. Havia mais  leitura  usava-se mais o cérebro para resolver problemas,pois não contávamos com a calculadora e o computador, e a memória era mais utilizada para gravar e recordar fatos, pois não possuíamos agendas eletrônicas
Seriamos loucos se deixássemos de valorizar a comodidade e as capacidades que a tecnologia nos deu. Temos celulares que oferecem praticidade, utensílios domésticos que melhoram nossa experiência no lar. Na medicina quantas vidas são salvas devido ao avanço das técnicas laboratoriais e cirúrgicas.?
No entanto, há um lado perverso da tecnologia: Ela aumenta  a passividade em algumas pessoas, especialmente em  jovens. Estes, já não se sentem com vontade de ler livros, exercer atividades que aumentem sua capacidade cerebral, (como pensamento critico por exemplo,) mas vivem conectados em um mundo letárgico, que é claro tem suas exceções.
A primavera árabe foi um movimento que  demonstra como a tecnologia pode ser usado a serviço da cidadania  Teve  origem na Turquia em 2011. Nele , jovens  conectados ao Face book e ao Twitter deram início a uma revolução que derrubou muitos líderes políticos em diversos países árabes.
 Exceções a parte, nossos jovens  se transformaram  viciados em Internet e deixado para trás a capacidade de agentes criativos. UM agente criativo é alguém capaz de criar através de suas atitudes, alguém proativo que conhece seus limites e sabe superá-los que pratica suas capacidades físicas e cognitivas através de um estar no mundo real e participar ativamente dele.

Creio que a esperança de todos nós é que a tecnologia continue avançando e produzindo bons frutos , mas que seus efeitos colaterais,como a passividade, a alienação e a falta de atitude de algumas parcelas da população, enfeitiçadas por tudo que ela pode oferecer, venham a ser diminuídos para que num futuro mais próximo tenhamos uma sociedade mais antenada , com participação social e política  consciente e  consiga exercer de forma equilibrada sua cidadania.