sexta-feira, 18 de setembro de 2015

OUTRAS OPÇÔES

Num hospício,o diretor resolveu fazer um teste para ver qual dos internos tinham condições de receber alta. " Vocês estão vendo aqui uma piscina . Do lado, há um copo, uma colher e um balde. Como vocês a esvaziariam? 

O que você acha que eles responderam? Qual seria sua resposta?
Com certeza , muitos de nós responderíamos : Com o balde!!! Mas a melhor opção teria sido simplesmente deixar á agua escoar pelo ralo. Pelo jeito, muito de nós estaríamos com uma vaga garantida no hospício.

Essa pequena história serve para ilustrar situações corriqueiras de nosso dia a dia, onde muitas vezes tomamos decisões baseadas em poucas opções, porque não queremos pensar muito, ou simplesmente optamos pelo senso comum, ou seguir a maioria.
Estatísticas também demonstram que na hora de cobrar um pênalti a melhor opção é bater no meio do gol, mas a grande maioria dos jogadores, chuta ou para a direita ou para a esquerda. Fazem isso, dizem as estatísticas porque é mais confortável errar de acordo com o senso comum , do que arriscar um pensamento autônomo e assumir a responsabilidade total pelo erro.
Os discursos que vemos em palestras de motivação, em pregações religiosas, em livros de autoajuda é que precisamos sair de nossa zona de conforto, que é preciso ser ousado e desafiar limites. Mas se alguém resolve levar essa ideia realmente a sério e coloca algo em prática é criticada e muitas vezes isolada. O discurso bonito serve apenas pára mascarar uma cultura que não convive bem com o erro, com o diferente e sempre opta pelo mais simples, usual e conhecido.
Depende de cada um de nós, se acostumar com o usual, com as respostas prontas, com as receitas que deram certo, ou de fato desafiar o senso comum e seguir na contramão. As vezes é dolorido, difícil, mas é o melhor que poderíamos fazer por nós e quem sabe pela sociedade em que vivemos!!!
  

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A VIDA BOA

Deixa a vida me levar, vida leva eu... È o refrão de uma das músicas mais conhecidas de Zeca Pagodinho e nos dá a sensação de que o bom da vida é viver sem preocupações, ao sabor dos acontecimentos, pois a Vida é sem dúvida muito maior do que nossas preocupações e por si só tem a sabedoria de milhões de anos para nos levar ao destino que termos.
Mas nem todos compartilham dessa visão de mundo. Algumas pessoas acreditam ser importante planejar  detalhadamente, inclusive tendo outros planos, além do principal, caso esse venha a falhar.
Também vivemos a época dos prazeres, da instantaneidade, de viver a vida intensamente.
Para filósofos como Sócrates e Platão, a filosofia clássica, as coisas eram mais profundas, pois para se viver com qualidade, para termos uma vida profunda e frutífera eras preciso que essa vida fosse examinada, ou seja, seria necessário refletir sobre o sentido da mesma.
Por exemplo para Sócrates eu não poderia simplesmente falar que alguém era meu amigo, sem conhecer e refletir profundamente sobre o conceito amizade. E também não poderia saber o que era ser justo ou ter amor, sem fazer um exercício de reflexão  sobre as essências desses conceitos.
O que seria então ter uma vida boa na atualidade?
Acredito que como ensinava a filosofia clássica é preciso aprofundar conceitos, superar o senso comum que nos dá receitas prontas do que é viver. 
Também é preciso fugir dos livros de autoajuda, pois embora em muitos deles existam bons conselhos, que podem até surtir efeito benéfico , a longo prazo nenhum deles seria capaz de dar respostas as grandes questões da vida moderna, pois vivemos um mundo de alta complexidade, onde é preciso a cada instante remodelar estratégias, criar outras alternativas para vencer os obstáculos.
Precisamos assim, ter fé na vida, refletir sobre os valores, ter flexibilidade , saber inovar e sempre criar novas estratégias para enfrentar os desafios que a vida nos impõem!!!